
1. As Cataratas: como não desperdiçar a visita mais cara da vida

2. O lado argentino existe e é completamente diferente
Pra ser sincera, quando fui pela primeira vez achei que o lado argentino seria mais do mesmo. Errei feio. O Parque Nacional Iguazú (grafia argentina) oferece as passarelas sobre a Garganta del Diablo — você fica literalmente em cima das quedas, olhando para baixo, ao invés de olhando de frente como no Brasil. É outra experiência. A travessia é simples: pega um ônibus na Avenida Juscelino Kubitschek (JK) até a Ponte Internacional da Fraternidade, passa pela imigração, e do lado argentino há ônibus até Puerto Iguazú. A entrada do parque argentino custa em pesos argentinos — o câmbio informal existe e complica os cálculos, então melhor confirmar o valor atual direto no site oficial do parque. Acho que consegui pagar algo equivalente a R$ 90,00 numa época de câmbio favorável, mas isso flutua muito. Dica prática: faça o lado brasileiro um dia e o argentino no dia seguinte. Tentar os dois no mesmo dia é possível, mas você chega no segundo já destruído fisicamente e emocionalmente saturado de quedas d'água.3. Itaipu: a usina que poucos visitam de verdade

4. Ciudad del Este e a fronteira que merece mais atenção do que shopping
Cidad del Este, no Paraguai, virou sinônimo de compras — eletrônicos, perfumes, óculos — e essa reputação obscurece o que é, na verdade, uma cidade fascinante do ponto de vista urbano e humano. A Ponte da Amizade conecta as duas margens do Rio Paraná e a travessia a pé é gratuita; de carro você enfrenta filas que em fins de semana chegam a horas. A arquitetura do centro de Ciudad del Este é um caos organizado de outdoors sobrepostos, camelôs, mesquitas (há uma comunidade árabe significativa), e lojas que parecem ter nascido empilhadas umas sobre as outras. Almocei num restaurante libanês na Rua Monseñor Rodríguez (acho que era esse o nome, mas melhor confirmar no mapa) por algo equivalente a R$ 35,00 — homus, kibe frito, chá de hortelã. Foi uma das melhores refeições da viagem. Atenção: o limite de compras isentas para brasileiros é de US$ 300,00 por pessoa em compras realizadas no exterior. Esse valor muda às vezes por portaria da Receita Federal; confirme antes de sair carregado de eletrônicos.5. Foz além das atrações principais: o que a cidade tem de próprio



